sexta-feira, fevereiro 15, 2008
O Melhor Anúncio Radiofónico de Sempre...
... e a partir daí fiquei sem caspa, essa substância que impedia a transmissão rápida de informação pelas sinápses do meu cérebro, tornando-me estúpido e insensato. Tão estúpido como o tipo que escreveu este texto e insensato como o tipo que o comprou, ao ponto de o dar a ouvir na rádio perante meio milhão de pessoas.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Nota-se...
quinta-feira, janeiro 10, 2008
surpresa, surpresa
domingo, janeiro 06, 2008
A Peça
Pronto, amigo
Eu
E o carro precisa de mais alguma coisa?
Agora só tem de voltar cá daqui a dez mil quilómetros.
Eu
- Muito bem, daqui a dez mil quilómetros eu passo por cá.
Mecânico
Eu
- Imagino...
Mecânico
- É de um miúdo, anda para aí a varrer rotundas, só gosta de acção. Desmancha o carro todo e no fim o avôzinho passa cá e paga a despesa.
Eu
- Antes assim, ao menos vai ganhando uns cobres à conta do piloto.
Mecânico
- Mas não é isso que está em causa. É que parte o carro todo e vai-se chegar a um ponto em que não há reparação possível. (Ah, a consciência do pirata que não suporta ver os barcos das presas a afundar, quando poderiam dar mais uma ou duas voltas...)
- Desta vez foi um eixo traseiro. A semana passada... (dirigindo-se para uma banca no canto da oficina) ...venha cá ver! (abre uma saca de plástico e espreito lá para dentro, onde jaz um ferro cilíndrico e comprido quebrado em dois) Que me diz?
Não pode ser!
Mecânico
Ai pode, pode!!!
Eu
Mas como é possível?
Mecânico
É tramado não é?
Eu
Como é que ele fez isto?
Mecânico
A varrer!
Eu
Mas isto não parte assim!
Mecânico
Pois não parte! Mas esta partiu.
Eu
Se não visse, não acreditava.
Mecânico
Nem eu. Mas é verdade.
Saí da oficina a pensar na tristeza de saber que mesmo vivendo mais duzentos anos, será impossível experimentar novamente o choque proporcionado pela visão de uma peça inquebrável afinal quebrada, da qual eu apenas sei que se situa dentro do automóvel, algures entre o pára-choques dianteiro e o pára-choques traseiro.
domingo, dezembro 30, 2007
Guerra nas Estradas
Não desistam. Necessitam só de melhorar um pouquinho a pontaria.
sábado, dezembro 22, 2007
Não fosse...
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Finalmente
Até que enfim que alguém faz algo contra os grupos de criminosos que têm vindo a provocar a onda de insegurança no Norte. Tudo pró buraco. Cambada de meliantes. Forca ou fogueira com eles.
Sinceramente não percebo porque é que ninguém fazia nada, já que eles estavam ali, à vista de todos e bem debaixo das barbas da polícia, muitas vezes em fila, à espera de entrar pelas varandas dos apartamentos, onde montavam escadas feitas com mangueirinhas de iluminações.
Justiça!
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Tudo corria pelo melhor...
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Corrupção
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Diário Tecnológico #2
6 de Dezembro de 2007
Foi anunciado hoje, com pompa e circunstância, a participação portuguesa com tecnologia de ponta na nova missão espacial norte-americana Atlantis. Segundo o RP da empresa responsável pela concepção da “tecnologia”, a EFACEC, trata-se de um aparelho que “serve para medir” (sic) qualquer coisa relacionada com a órbita terrestre, constituindo um importante contributo da tecnologia nacional para o sucesso daquela missão espacial.
Depois do sucesso do contrato de fornecimento de agrafos alcançado pela Papelaria Meireles junto da NASA que muito contribuiu para a segurança e estabilidade das folhas de papel nas mãos dos astronautas entorpecidas pela acção da gravidade, a produção científica made in portugal alcança assim um novo êxito pela introdução das réguas de acrílico molin 40cm no programa espacial norte-americano.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Bom Português
Ontem, no “Bom Português” que passa na RTP de manhã, perguntava-se às pessoas “Na frase Preciso de colocar cartuchos na impressora, como se escreve cartuchos? Com “ch” ou com “x”?
Esta palavra homófona é tão interessante como confusa, como se pode aferir pelo exemplo escolhido , por dar azo a ambiguidades.
Cartucho (para espingardas, castanhas ou, como se exemplificou, para impressoras) escreve-se com “ch”. Cartuxo com “x” é relativo a um frade da ordem da Cartuxa.
Na Idade Média as impressoras eram os scriptoria onde os monges copiavam os livros, por isso era frequente ouvir os abades dos mosteiros dizer em alturas de maior necessidade de produção de cópias “Preciso de cartuxos para a impressora”.
E esta hein?
sábado, novembro 24, 2007
Motivação para Mendigar
- Uma esmolinha para o aleijadinho, Deixe uma esmolinha para o aleijadinho...
e de repente grita com voz potente
- Maior, olha aí um isqueiro!
O tabaco é, como se verifica, o melhor dos estimulantes.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Um Gangster Português
- Tu não és primo do [Fulano]?
- Sou.
- Hás-de dizer ao teu primo que tenha muito cuidado... - dizendo isto vai com a mão ao bolso traseiro das calças, enquanto os dois homens ficam crispados com a situação,ao que o rapaz tira a carteira do bolso.
- ... porque da próxima vez, a coisa vai-lhe correr muito mal, entendido?
Os dois homens ficam especados a olhar um para o outro. Depois o primo do [Fulano] diz
- Eu nem te conheço, nem sei do que estás a falar; põe-te mas é a milhas! Ala, desanda!
O rapaz, com um sorriso superior, esclarece então
- Eu sou conhecido por O Mijinhas...
E disse O Mijinhas como se Mijinhas estivesse escrito em itálico e o "O" com maiúscula
- Por isso, da próxima já sabes...
E foi-se embora.
O Mijinhas, temível gangster português reconhecível pelo forte odor a urina.
quarta-feira, novembro 14, 2007
Machos, Saias e Gaitas
Braveheart, por exemplo. Relato romanesco da sedição escocesa dos finais do século XIII, mostra raivosos e barbudos escoceses na sua caminhada para a guerra fardados como meninas colegiais, com as suas saias de padrão, fardas militares é certo, afinal os kilts são cor verde-tropa. E as gaitas de foles para dar motivação...
Dentro da mesma linha temos a forma como são caracterizados nos anúncios da William Lawson's. Os maoris coreografam um haka e os escoceses, pimba, toca a levantar a saia.
A cara do maori é inenarrável, pensa decerto, "Chiça, ainda bem que lá em Tuvalu é quente, porque senão, ficava aqui como o escocês, mirradinho que nem uma azeitona".
É de macho, ir para a guerra de saias, ao som de gaitas...
sábado, novembro 10, 2007
De Rerum Patinorum (Acerca de Patins)
Hoje de manhã (seriam já 12h15m, mas ainda não tinha almoçado, portanto...) estava a ouvir o programa da A3 Nuno e Nando, (depois coloco aqui o link para o podcast) em que F. Alvim e N. Markl orientavam uma entrevista muito interessante com duas meninas interessantes (tudo muito interessante), a Mitó e a Susana Félix.
Confesso que gosto deste programa por ser uma espécie de filme pornográfico: é prazenteiro a um nível sórdido que chega a ser de legalidade questionável, tem sempre muita gente a participar (dois pivôs + J. Botas + dois convidados), mas com a peculiaridade de se afastar do hardcore por não ter tempos mortos, pois Nuno e Nando padecem de Horror ao Vazio, como se diz em Arte ou para os menos familiarizados com estes termos, simplesmente não conseguem fechar a matraca.
A certa altura...
… o Alvim dizia qualquer coisa sobre a sua idade, do tipo estarem mais velhos, etc., e o Markl confidenciou então às meninas que eles (Nuno e Nando) são «DO TEMPO EM QUE OS PATINS AINDA TINHAM RODAS».
Eu também sou desse tempo. Que tempos esses. Isso é que eram patins. Não é como os de agora. Estes nem merecem o nome de patins, antes o que são, meros feet-overcrafts. Desculpem-me o perfeccionismo, mas temos de dar sentido aos termos que utilizamos. Porque os patins de rodas já só se vêem em museus e os praticantes de hóquei e de patinagem artística andam em cima de pequenos overcrafts que calçam em cada pé! Esses desportos também precisam de renomeação, respectivamente para hóquei em overcrafts e overcrafting artístico.
E as saudades que eu tenho (chamem-me revivalista) de um bom desafio de hóquei à antiga portuguesa, o hóquei em patins puxados por parelhas de cavalos. Ah, dá-me cá uma saudade...
terça-feira, novembro 06, 2007
Crónica de uma Morte Equacionada
Intróito
Os sucessos apresentados de seguida ocorreram há dois anos atrás. Há muito tempo que queria transcrever para aqui esta pérola da minha existência, mas precisei de algum distanciamento temporal (uma espécie de período de reflexão semelhante ao verificado entre campanhas eleitorais e o acto eleitoral em si, só que em maior escala), para que eu pudesse cumprir uma certa organização das ocorrências verificadas. Como à frente se depreenderá, a qualidade e complexidade dos acontecimentos exigem um texto concomitante com a acção desenvolvida, por isso difícil de alinhar, para que os dois leitores regulares deste espaço se possam deleitar com a magnitude do acontecimento. Para se preservar o encadeamento da acção resolvi apresentar as versões dos dois principais intervenientes, isto é, eu próprio e a minha mulher, à medida que a acção vai discorrendo.
Como eu recordo os acontecimentos...
Cheguei a casa e fechei a porta à chave. Como já eram umas 4h30m, despi-me na sala para não acordar a minha mulher. Depois das rotinas higiénicas com gestos furtivas como os dos caçadores, deitei-me, mas a minha mulher não estava na cama. Só então me lembrei que ela tinha saído com as amigas. Fechei os olhos e adormeci.
Sinto que alguém me puxava por um pé e sacudia a minha perna. Abri os olhos, mas a luz do candeeiro não me permitia distinguir nada. Fechei os olhos outra vez. Então ouvi claramente
- Chefe! Chefe!
Abri os olhos e deparei-me com um bombeiro que me segurava no pé, à direita dele estava um polícia, mais para a direita o meu vizinho do 4º Dto., à entrada do quarto estava o meu vizinho do 2º Esq. e ao lado da cama, com os olhos assustados estava a minha mulher. Disse o bombeiro
- Então chefe? Chegava cá um ladrão, roubava tudo e você nem se apercebia.
Eu, nem pio. O coração cavalgava ferozmente no meu peito para que pudesse dizer algo. Lá me sentei na cama, olhei para a minha mulher que agora chorava de alívio, puxei-a para mim para a acalmar e o meu vizinho do 4º Dto. disse
- Então pá, a tua mulher aqui preocupadíssima e tu não acordas?
Esmagado por aquele quadro de fardas e pijamas escabrosos que nem o Rudolf Nureyev se atreveria a vestir, só consegui articular
- Eu... eu estava a dormir.
Lembro-me de dar os meus dados ao agente da polícia à porta do apartamento, descalço e a tiritar de frio, ou de susto, de adormecer outra vez... não me lembro de mais nada.
Como a minha mulher viveu os acontecimentos...
Quando cheguei a casa faltava pouco para as 5 da manhã. O meu marido esqueceu-se de retirar a chave da fechadura, por isso não consegui abrir a porta. Ele estava em casa, ouvia-o ressonar no quarto. Toquei à campainha umas dez vezes, rezando para não acordar os vizinhos, mas ele não acordou. Telefonei então para o telemóvel dele, mas só conseguia ouvir o telemóvel a tocar na sala e a dar sinal de bateria em baixo. Comecei a ficar nervosa. Telefonei então à minha mãe e ela disse-me para ter calma e ir dormir para casa dela, que de manhã voltava para casa. Mas eu resolvi continuar a tocar à campainha.
Apareceu então o vizinho do 4º Dto. atraído pelo barulho, já que se levantava bem cedo para trabalhar. Expliquei-lhe que o meu marido deveria estar a dormir profundamente
- Ou então...
- Então o quê? - disse eu.
- Deve estar com uma cardina... ele de vez em quando bebe uns copitos...
- Pois - disse-lhe eu - se calhar esteve no café até às tantas...
- É melhor chamar os bombeiros, pode acontecer alguma coisa...
Concordei e chamei então os bombeiros. Como precisam sempre da presença da Polícia para presenciarem a entrada na casa das pessoas, chamou-se também a PSP. Chegaram bombeiros e polícia e nesta altura já todos os vizinhos da nossa entrada estavam despertos e a juntarem-se no hall do prédio. Eu já não podia com a vergonha.
Tanto os agentes da PSP como os bombeiros trataram logo de me tentar acalmar, já que eu era agora familiar de uma potencial vítima.
Bombeiro: O seu marido tem problemas de saúde? É cardíaco?
Eu: Não.
Agente da PSP: A senhora discutiu com ele?
Eu: (estranhando) Não!
Agente da PSP: (insinuante) De certeza? É que ele poderá estar a evitar que a senhora entre em casa.
Eu: Mas...
Agente da PSP: Ou então ele poderá estar com outra pessoa em casa...
Eu: (estupefacta) O quê, com uma amante?
Agente da PSP: Já aconteceu...
Eu: (incrédula) Não acredito nisto.
Bombeiro: De qualquer maneira temos de entrar em sua casa; é que um dia fomos chamados para uma situação semelhante, em que um senhor parecia estar a dormir e não acordava e quando arrombamos a porta verificamos que ele tinha tido um derrame cerebral e roncava como se estivesse a ressonar. Morreu a caminho do hospital.
Eu: (estarrecida) O quê?
Bombeiro: Vamos tentar acordá-lo, senão, temos de pedir a escada MAGIR.
O bombeiro começou então a dar fortes pancadas na porta entremeadas com gritos de
- Ó Senhor Croius, Ó Senhor Croius.
E ele sem acordar, sempre a ressonar, ou a roncar...
Chegou então o camião com a escada Magir, uma daquelas escadas extensíveis, que fazem muito barulho
- Trec Trec Trec
Nesta altura todos os vizinhos da rua estavam já acordados e à janela, eu nem conseguia pensar em nada, num misto de pânico e de vergonha, e um bombeiro do cimo da escada Magir com um megafone a orientar o operador da escada que estava em baixo
- Mais para a esquerda
Trec Trec Trec
- Mais para a direita
Trec Trec Trec
Enfim, lá encostou a barquinha da escada à varanda, entrou em casa pela cozinha e abriu-nos a porta, os meus vizinhos a dizerem-me para não entrar, porque podia ser grave e eu só queria entrar e ver o meu marido e quando lá cheguei já tinham acendido a luz e ele estava placidamente adormecido e o bombeiro a chamar por ele
- Chefe! Chefe!
E ele abriu os olhos e voltou-os a fechar, depois abriu-os com um ar assustado, puxou-me para ele e o meu vizinho do 4º Dto. disse
- Então pá, a tua mulher aqui preocupadíssima e tu não acordavas?
E ele só conseguiu dizer
- Eu estava a dormir.
Hoje recordo com nostalgia aquela madrugada de 2005 como "O Dia em que fui acordado por um bombeiro, um polícia e o meu vizinho do 4º Dto. vestido como um índio e não era um videoclip dos Village People".
segunda-feira, outubro 29, 2007
Já só faltam...
Ora bem 56 dias:
5+6 = 11
11 pode ser 1+1 = 2
Deve ser este o cálculo cabalístico que as associações de comerciantes e municípios fazem para colocar as iluminações natalícias: dois meses antes.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Diário Tecnológico
4 de Setembro de 2007:
Caminho de Santiago, Pontevedra - Padrón (34 Km)
Lá consegui consertar o espigão da bicicleta em Caldas de Reis, depois de ter partido a cavilha de amarração antes do Barro. Encontrei uma loja de reparação que estava a vender bom material ao desbarato por motivos de liquidação total (Total Carnificine).
Saí de Caldas em direcção ao Padrón e após uns cinco quilómetros, cheguei ao tasquinho onde já é tradição parar-se para descansar e carimbar a credencial. Estava outro peregrino na bodega a beber uma meia de leite. (Foi aqui que encontramos no ano passado a Ann, uma enfermeira canadiana que estava a fazer o Caminho Português, depois de já ter percorrido os 900 quilómetros do Francês. Ah, com 60 anos).
O casal de velhotes que explora o tasquito é muito simpático e conversamos um pouco; pedi uma água fresquinha e um kit-kat. Quando paguei, pedi à senhora que juntasse à conta os dois cafés que o meu primo e o meu irmão lá ficaram a dever no ano passado, quando vinham de León. Contas à moda do Porto.
Mais à frente, ao passar pelo peregrino, parei para falar com ele. Alemão, estudante de Informática e Sistemas, veio para a Santiago para trabalhar nas vindimas durante as férias. Como ainda não tinham começado naquela região disseram-lhe para tentar no Porto. Chegou lá na última semana de Agosto.
- Mas vindimas só começam em meados de Setembro, disse-lhe eu.
- Eu agora sei isso, mas quando saí de Hamburgo nem tinha pensado nesse pormenor.
No comments.
Lá me contou que resolveu fazer o Caminho desde o Porto, porque tinha de voltar a Santiago para apanhar o avião e assim não desperdiçava os dias que lhe restavam.
Perguntei-lhe então que tal estava a ver o caminho enquanto espaço cultural, monumental e patrimonial.
- Eu estou a gostar da experiência, da paisagem, das pessoas, mas como não sou muito cultural, tudo isso dos monumentos, dos museus e das igrejas passa-me um bocadinho ao lado.
Passamos o resto dos quilómetros que faltavam até ao Padrón a conversar sobre Defesa Nacional e Linguística Castelhana (isto não é cinismo, é a mais pura verdade).
25 de Outubro de 2007
Estou à espera pela minha mulher num dos cafés do centro de Viana do Castelo. Estão mais três clientes no café, sentados ao balcão, para além dos dois empregados. Na televisão o jogo Bolton vs Braga. Surpreendo a conversa nestes termos.
“- Olhe que eu acho que o Airbus é melhor que o 747, tem mais capacidade de manobra, é mais versátil. Ainda no outro dia estive a ler as especificações técnicas do aparelho; olhe que fiquei muito impressionado.
- Mas o acidente em Congonhas não foi com um Airbus?
- Foi, mas não podemos atribuir as culpas ao aparelho; o piloto aterrou em excesso de velocidade e em Congonhas, já se sabe, é muito perigoso, com aquelas construções mesmo em cima da pista...”.
Paguei o café, levantei-me e saí, gritando em plenos pulmões do meu pensamento:
quarta-feira, outubro 24, 2007
Vida Académica
"Continuam as matanças de gatos, à mocada, cá na República. Uma selvajaria. Só quem assiste a isto pode avaliar o que é um homem primitivo. Não há universidade que nos tire da idade da pedra lascada."
Miguel Torga, Diário, 1 de Março de 1933